Reestruturando relacionamentos: amor, família e finanças

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Postado dia 7 de julho de 2022 por


Reestruturando relacionamentos: amor, família e finanças

Durante uma crise, há muito mais escassez do que as bolsas de ações de seu banco esperam. O desemprego e cortes na economias domésticas podem afetar bastante os relacionamentos, colocando pais e filhos sob tensão e mudando a dinâmica de romances.

Dinheiro e seu parceiro

Nas melhores época, o dinheiro é uma das principais fontes de conflito em um relacionamento. Ele pode realmente fazer com que as coisas piorem se não for discutido de forma aberta e madura.

Estabeleça um horário toda semana para sentar e conversar sobre a situação financeira de vocês. Criar um “compromisso” confere legitimidade a esta parte importante do relacionamento de vocês e os encoraja a pensar mais sobre suas finanças, em que pé estão, onde querem chegar e como estão se sentindo. Agendar um horário permite que vocês se preparem e ajuda a evitar argumentos na defensiva que possam surgir quando um de vocês se sente encurralado.

Se seu parceiro perdeu recentemente o emprego, tente manter a calma. Embora você possa estar chateado, com medo ou com raiva da situação, há grandes chances de que seu parceiro esteja sentindo tudo isso em dobro. Uma reação agressiva da sua parte só vai colocar seu parceiro ainda mais sob pressão em uma situação que já é extremamente estressante. Embora os dias de provedor principal do homem possam ter ficado no passado, muitos homens ainda se impõem essa responsabilidade, fazendo com que ser rebaixado ou demitido seja ainda mais difícil.

Se for você quem foi rebaixado recentemente, pode estar tendo dificuldade de se apoiar no seu parceiro para pagar as contas depois de estar acostumado a ser financeiramente autossuficiente. Em ambos os casos, é vital se manter flexível: papeis, responsabilidades e quem paga o que precisa mudar por um período limitado enquanto trabalham juntos para lidar com a perda do emprego. Embora não sejam capazes de controlar uma demissão, vocês podem trabalhar juntos para criar um plano de ação e passar por esse desafio – desde criar um orçamento e diminuir gastos até procurar emprego.

Romance na recessão

Quando a pressão é grande, pode ser muito fácil deixar o romance de lado quando o casal fica cada vez mais preocupado com contas, trabalho extra e procurar empregos.

Como o estresse e a ansiedade são conhecidos por diminuir o clima quando se trata de sexo, não é surpresa que casais acham que a economia instável também está deixando seus quartos “falidos”. Sexo pode não mudar o mundo ou fazer os problemas irem embora, mas pode aumentar a intimidade dentro do seu relacionamento e é comprovado que diminui o estresse e melhora o humor.

Em vez de ficar com palpitações pelo estresse das finanças e do trabalho, por que não focar essa energia em deixar seu parceiro com o coração batendo mais forte? Reconectar-se enquanto casal ajudará o relacionamento de vocês a se manter estável durante períodos turbulentos – e não é preciso abrir a carteira para isso. Ficar em casa cozinhando, assistir a um filme no sofá ou até sair para dar uma volta depois do jantar são formas baratas de passarem um tempo juntos.

Crianças e cortes de gastos

Durante os melhores períodos, seus filhos podem ter ficado acostumados a pedir e receber os melhores brinquedos ou roupas sem pensar muito e sem discussões. Na verdade, é o principal motivo pelo qual nos últimos anos agências de publicidade investem muito dinheiro em fazer propaganda para crianças.

Mas se seu poder aquisitivo mudou recentemente ou se a instabilidade financeira estiver no ar, cortar gastos com as despesas das crianças – quer seja as atividades extracurriculares, roupas de marca ou videogames – pode ser uma realidade que vocês estão enfrentando.

Embora contar aos seus filhos por que precisam cortar gastos possa parecer um desafio (e até vergonhoso para alguns pais), lembre-se de que essa é uma ótima oportunidade para ensinar seus filhos sobre finanças, sobre o “valor” do dinheiro suado e sobre a noção de gasto dentro do possível. É também uma oportunidade perfeita para ajudar seus filhos a reconhecerem que há pessoas menos sortudas (e talvez uma ótima forma de falar sobre ajudar os outros) que sobrevivem com muito menos.

Certifique-se de que o nível da conversa esteja de acordo com a idade da criança. Se seus filhos forem adolescentes, por exemplo, você pode ser mais sincero sobre as dificuldades financeiras que está enfrentando e a necessidade de que todos ajudem – quer seja cortando gastos ou talvez procurando trabalhos de meio período para pagar pelos “extras”. Embora você possa dizer a crianças pequenas que não pode pagar por certos luxos, evite descarregar o estresse – e talvez assustar seus filhos – contando detalhes demais.

A lição mais importante que as crianças podem tirar desse período de baixa é a diferença entre “querer” e “precisar”. Lembre-se, a felicidade que sentimos ao receber um bem material normalmente dura pouco. O que faz as crianças serem indivíduos bem centrados e positivos é sua atenção, amor e apoio – luxos que todo pai pode bancar.

Embora a economia que se afunda cada vez mais possa adicionar mais estresse aos relacionamentos e laços familiares, nem tudo é ruim: ao se utilizar de uma abordagem aberta, honesta e flexível, você pode mudar a sua energia para longe de posses materiais e se focar no que realmente conta – as pessoas com quem você mais se importa.

Quer ver mais dicas para manter suas economias em ordem? Leia em Meu Bolso.

E lembre-se, se você precisar de suporte com assuntos como esse, você pode entrar em contato com o Programa de Apoio ao Empregado em qualquer época do ano. Estamos aqui para cuidar do que importa para você!

Conteúdo inspirado pela LifeWorks e adaptado para a CGP Brasil.

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