Síndrome do Impostor: o que é e como tratar?

fale com o : pelo | via e-mail

Voltar a Página Anterior


Postado dia 1 de novembro de 2019 por


Você já sentiu que não é bom o bastante? Ou que não merece estar onde está, ou que conseguiu tudo por sorte? Essas sensações podem ser sinais da Síndrome do Impostor, um quadro clínico psicológico mais comum do que se pensa.

De acordo com um trabalho de pesquisa clínica publicado no Journal of Behavioral Science, estima-se que 70% da população dos Estados Unidos já tenha sofrido a Síndrome do Impostor. Em nossa sociedade, onde há uma enorme pressão para alcançar resultados, muitas pessoas sofrem desta síndrome em silêncio.

Depois que a ex-primeira-dama dos Estados Unidos Michelle Obama falou sobre esta síndrome, muitas pessoas se inspiraram em contar o que sentiam. “Eu tive de trabalhar duro para superar aquela pergunta que (ainda) faço a mim mesma: ‘eu sou boa o suficiente?’. É uma pergunta que me persegue por grande parte da minha vida. Estou à altura disso tudo? Estou à altura de ser a primeira-dama dos Estados Unidos?”, afirmou a ex-primeira-dama dos Estados Unidos Michelle Obama.

 

Mas, o que é a Síndrome do Impostor?

Também chamada de Síndrome da Fraude, a Síndrome do Impostor é uma forma real e específica de insegurança intelectual. É uma sensação de não ser bom o suficiente ou não pertencer. De acordo com a Associação Americana de Psicologia, a maioria das pessoas experimenta alguma dúvida ao enfrentar novos desafios, mas alguém com a Síndrome do Impostor tem um medo abrangente de descobrir que não tem o que é preciso. Isso pode acontecer com qualquer pessoa, seja no trabalho, na faculdade ou no convívio social.

A cobrança excessiva pode partir do próprio indivíduo e as pressões sociais aumentam o problema. Segundo a associação de psicologia, estudantes universitários e empreendedores podem ser mais suscetíveis a esta síndrome.

Mas muitos que se tornam portadores desta síndrome também cresceram em famílias que deram grande ênfase à conquista. “Pode haver muita confusão entre aprovação, amor e dignidade. A autoestima se torna dependente da conquista”, afirmou a psicóloga Suzanne Imes, PhD, que foi uma das primeiras a descrever a Síndrome do Impostor.

 

Como reconhecer?

A maioria das pessoas sofre com esses sentimentos em silêncio. Mesmo que tenham sinais de sucesso, como conseguir entrar na faculdade ou um emprego novo, elas têm dificuldade em acreditar que são dignas. Em vez disso, elas atribuem o sucesso à boa sorte. Geralmente, quem tem esta condição pode desenvolver também ansiedade e/ou depressão.

Em muitos casos, o perfeccionismo anda de mãos dadas com o boicote pessoal. Com medo de serem descobertos como uma fraude, pessoas com sentimentos de impostor fazem de tudo para gerar um projeto perfeitamente. Quando são bem-sucedidos, começam a acreditar que toda essa ansiedade e esse esforço compensam.

 

Como tratar a Síndrome do Impostor?

Para muitas pessoas com sentimentos de impostor, a terapia individual pode ser extremamente útil. Um psicólogo pode fornecer ferramentas para ajudá-lo a quebrar o ciclo de pensamentos impostores. Além disso, separamos algumas dicas que podem te ajudar a lidar melhor com essa condição:

 

  1. Quebre o silêncio

Converse com amigos e familiares, e conte o que sente. Saber que você não está sozinho é muito libertador. Até as pessoas mais poderosas e bem-sucedidas já duvidaram de si mesmas.

 

  1. Não se compare com os outros

Sim, às vezes isso é inevitável. Nem percebemos e já estamos pensando no que o outro tem e nós não. Mas lembre-se que somos todos diferentes e o que você vê do outro é uma pequena parte da vida dele. Todos temos defeitos e qualidades.

 

  1. Reconheça suas habilidades

Faça uma lista de suas habilidades e qualidades. Se, por exemplo, está buscando uma promoção ou outro emprego, pergunte a si mesmo que evidências existem de que você é menos qualificado do que qualquer outra pessoa para fazer esse trabalho.

 

  1. Entenda que você nunca alcançará a perfeição em tudo

O perfeccionismo pode ser saudável, mas sempre com limites. Não se deixe ficar obcecado em conseguir a perfeição em tudo. Faça um ótimo trabalho, mas sem que isso te prejudique mentalmente e até fisicamente. Perdoe-se quando erros acontecerem.

 

  1. Diga seu nome e uma qualidade em voz alta

Uma pesquisa publicada no Journal of Personality and Social Psychology diz que o simples ato de falar uma afirmação positiva com seu nome pode ter um efeito poderoso sobre você. Seria como falar consigo mesmo. Por exemplo, se meu nome é Nicole, eu posso falar “Nicole é incrível”. Pode parecer bobo, mas não precisa ficar tímido. O LeBron James faz isso também.

 

  1. Guarde elogios

Tenha uma pasta no Google Drive ou uma pasta na caixa de entrada do e-mail com mensagens que recebeu ao longo dos anos que te lembrem do seu valor. Quando os sentimentos impostores aparecerem, leia as mensagens e recupere sua confiança.

 

Falhar, perder ou estar errado faz parte da vida. Não deixe isso te definir e siga em frente.

 

Para ler outros artigos, confira o que preparamos em Minha Carreira.

 

Se estiver passando por algum problema ou situação difícil, você pode entrar em contato com o Programa de Apoio ao Empregado.

 

Esse conteúdo foi desenvolvido pela Latinmed, agência de comunicação e marketing para área de saúde; e validado pela CGP Brasil, especializada em Programas de Assistência ao Empregado.

 

 

 

Receba novos posts por e-mail:
Powered by follow.it

Está passando por alguma dessas situações ou precisa de ajuda em alguma outra questão?

Fale com o d .

Este é um recurso exclusivo e foi desenvolvido para ajudar você a melhorar sua saúde mental positiva, sua resiliência e o equilíbrio entre sua vida profissional e sua vida pessoal.

Se você sentir que é uma ameaça para si mesmo ou para outra pessoa, entre em contato com o d ou ligue para o telefone de emergência 190 ou para 188 para falar com o CVV – Centro de Valorização da Vida em todo o território brasileiro.