Guarda compartilhada: o que muda na rotina da criança?

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Postado dia 3 de agosto de 2020 por


Guarda compartilhada: o que muda na rotina da criança?

Com o objetivo de dar à criança a oportunidade de conviver tanto com o pai quanto com a mãe e sentir que ambos têm responsabilidade sobre ela depois de uma separação, desde 2014, passou a vigorar a lei da guarda compartilhada.

Essa lei determina que todas as decisões sobre a rotina da criança passam a ser tomadas em conjunto pelos pais, mesmo que ela viva a maior parte do tempo com apenas um deles.

A seguir, vamos saber mais sobre a guarda compartilhada e entender como essa nova realidade pode afetar a rotina dos filhos, inclusive em tempos de pandemia.

Guarda compartilhada não é obrigatória, mas é a mais recomendada

Diferente da convivência alternada, em que os pais dividem apenas o tempo da criança, na guarda compartilhada, os genitores dividem também as responsabilidades.

Sob esse regime, a criança tem domicílio fixo porque se entende que isso é mais saudável para ela (especialmente quando é mais novinha), para que sinta que tem estabilidade e referência.

As visitas do outro genitor devem ser acordadas entre o casal ou definida por um juiz, quando há algum tipo de desentendimento entre os pais. Mas é importante reforçar que qualquer decisão é tomada pensando sempre no bem-estar da criança.

Vale lembrar que a guarda compartilhada não é o direito, mas o DEVER de participar da vida do filho. Além de dividir as responsabilidades, significa, entre outras coisas, participar de reuniões da escola, levar ao médico, ajudar com a lição de casa.

Quando surgem imprevistos que impedem que se cumpra a agenda ou o estilo de vida determinado para a criança, o bom senso e o diálogo entre os pais devem bastar para solucionar a questão. Portanto, de acordo com os juristas, na guarda compartilhada, é interessante que o ex-casal tenha um bom relacionamento para que tudo flua da melhor maneira possível.

Dicas de como fazer a guarda compartilhada dar certo

Como fica a guarda compartilhada durante a pandemia

A quarentena determinada para proteger a população da Covid-19 provocou grandes mudanças na rotina das famílias, inclusive no que diz respeito à vida da criança que mora em duas casas diferentes.

Em geral, no caso de guarda compartilhada, ela costuma passar parte da semana com o pai e outra com a mãe, além de revezar sábados e domingos na casa de um e de outro. Mas o translado pode representar um risco à saúde de todos.

Nesse caso, o bom senso também tem papel fundamental e é importante que os pais levem isso em conta na hora de fazer as devidas adaptações que o período exige.

De acordo com especialistas em Direto da Família, o ideal é manter a criança na casa do genitor que oferece menor risco de contaminação do vírus, temporariamente, com o uso de ferramentas como videochamadas e outras para manter o contato com a outra parte.

Mas tudo isso pode ser conversado. Cada caso é um caso e deve ser conversado amigavelmente entre as partes, se possível, sem necessidade de medidas jurídicas. Afinal, ninguém precisa ter que lidar com alienação parental (quando uma parte manipula a criança para afastá-la do outro genitor) em um período tão delicado como esse.

Lembrando que as medidas sanitárias como uso de máscaras e higienização constante das mãos são parte fundamental do translado da criança, bem como a higienização dos objetos que ela carrega de uma casa para outra (como brinquedos e malas, por exemplo).

Quer ver outras dicas de como cuidar bem das pessoas que você ama? Leia em Minha Família.

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Esse conteúdo foi desenvolvido pela Latinmed, agência de comunicação e marketing para área de saúde; e validado pela CGP Brasil, especializada em Programas de Assistência ao Empregado.

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