‘Machosfera’: Como proteger adolescentes da cultura do ódio

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Postado dia 21 de novembro de 2025 por


A adolescência sempre foi uma fase desafiadora para pais, cuidadores e educadores. No entanto, com o avanço das redes sociais e fóruns digitais, esse período se tornou ainda mais delicado. A série Adolescência, da Netflix, que recentemente figurou entre as mais assistidas da plataforma, oferece uma visão sensível sobre esse momento de transformação. Ela ressalta os dilemas emocionais, sociais e psicológicos enfrentados por jovens, além de destacar a importância de um olhar atento e acolhedor. Mais do que nunca, é essencial compreender os riscos atuais da adolescência, especialmente aqueles relacionados ao universo da chamada machosfera — um espaço digital onde discursos de ódio e desinformação sobre masculinidade têm ganhado popularidade entre meninos e adolescentes.

O que é a machosfera e por que ela atrai adolescentes?

A machosfera é formada por comunidades online que, sob a aparência de discutir questões masculinas, frequentemente propagam conteúdos misóginos, conspiratórios e até extremistas. Ela se divide em nichos variados: desde grupos que expressam ressentimento contra mulheres até fóruns que pregam uma visão autoritária do mundo. O principal problema? Esses espaços oferecem aos adolescentes uma falsa sensação de pertencimento e fortalecimento. Sob o disfarce de autoaperfeiçoamento, escondem uma perigosa cultura de exclusão e ódio.

Termos comuns da machosfera: o que significam?

Para reconhecer se um jovem está sendo influenciado por essa cultura, é fundamental conhecer o vocabulário utilizado nesses espaços digitais:

Como promover um olhar crítico e saudável?

Prevenir é sempre melhor do que remediar. Veja como fortalecer o senso crítico dos adolescentes:

Dicas práticas para pais e cuidadores

  1. Pratique a escuta ativa: Antes de reagir, escute com atenção. Isso constrói confiança e fortalece o vínculo.
  2. Evite discursos autoritários: A imposição pode gerar resistência. Prefira diálogos baseados em argumentos e acolhimento.
  3. Apresente novas referências: Existem influenciadores e autores que falam sobre masculinidade de forma inclusiva e moderna.
  4. Esteja atento ao isolamento: Recolhimento social pode ser sinal de que algo está errado.
  5. Busque ajuda profissional: Psicólogos podem oferecer suporte individualizado e auxiliar na construção da identidade emocional e social do adolescente.

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Fomentar masculinidades plurais é papel de todos

Falar sobre masculinidade não deve ser tabu. Pelo contrário, abrir espaço para discussões saudáveis ajuda meninos e jovens a desenvolverem uma identidade livre de estereótipos tóxicos. Promover masculinidades plurais, empáticas e responsáveis é essencial para uma sociedade mais justa e acolhedora.

Precisa de apoio?

O Programa de Apoio ao Empregado (EAP) está disponível para ajudar com orientações breves e confidenciais, via 0800. Além disso, pode indicar profissionais especializados para acompanhamento terapêutico.Se precisar de suporte, o Programa de Apoio ao Empregado (EAP) pode ajudar com orientações breves e focais por meio de um canal 0800, além de indicar profissionais capacitados para acompanhamento terapêutico quando necessário. Este conteúdo foi feito com carinho pela TELUS Health, sempre pensando no seu bem-estar e no cuidado com aqueles que você ama.

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