Os desafios e caminhos para as famílias adotivas

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Postado dia 18 de novembro de 2025 por


A formação de famílias adotivas é algo repleto de expectativas, tanto para os pais quanto para a criança ou adolescente. Mas, infelizmente, esse ainda é um assunto cercado de estigmas, fazendo com que ele acabe sendo negligenciado ou frequentemente abordado de maneira inadequada.

O panorama da adoção no Brasil

Segundo o portal do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), há pouco mais de 5 mil crianças e adolescentes aptos para adoção no Brasil, enquanto mais de 33 mil pretendentes habilitados aguardam na fila. No entanto, a compatibilidade entre os perfis disponíveis ainda representa uma grande lacuna. Parte dessas discrepâncias é de origem geográfica. Mais da metade dos órfãos acolhidos estão nas regiões Sudeste e Sul. A idade de quem vai adotar é outro fator que cria obstáculos. A enorme maioria dos candidatos a adotar tem preferência por indivíduos abaixo dos oito anos, principalmente de dois a seis anos. Ainda assim, desde 2019 cerca de 26 mil crianças e adolescentes tiveram seu processo de adoção concluído em todo o país.

As principais regras para adoção no Brasil

De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), famílias adotivas podem ser formadas por pai e mãe, mãe ou pai solo, duas mães ou dois pais, desde que essas uniões estejam dentro do previsto pela legislação. Além disso, quem busca adotar deve ter pelo menos 18 anos, com uma diferença de mais de 16 anos que a criança ou adolescente acolhido. Assim, alguém com 30 anos pode adotar alguém de no máximo 14 anos. As etapas do processo de adoção incluem:

Alguns dos principais desafios na adaptação após o processo de adoção

É claro que todos os trâmites burocráticos são apenas uma parte do que é necessário para que a formação da nova família se dê da melhor maneira possível. Entre os aspectos emocionais, afetivos e psicológicos que merecem a devida atenção de todos os envolvidos estão: Por mais que seja algo que ninguém deseja, a falta do suporte necessário diante de tais intercorrências no convívio pode desencadear a desistência da adoção, inclusive por conta do desejo da criança ou do adolescente em não fazer parte daquela família.

Os caminhos para uma transição saudável dentro das famílias adotivas

Não existe receita mágica para minimizar tais obstáculos e cada novo grupo familiar pode ter que lidar com desafios singulares para um cotidiano saudável. De qualquer maneira, entre os fatores que ajudam a amenizá-los estão:

Recomendações para abordar o tema de modo sensível

Quem não pretende adotar uma criança, mas conhece alguém que tem o interesse em fazer isso, deve apoiar a iniciativa sem reforçar estereótipos. Dessa forma, é importante:

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O possível papel das empresas frente a tais desafios

O apoio dentro do ambiente de trabalho faz bastante diferença para aqueles que estão passando pelo processo de adoção ou enfrentando dificuldades na construção do vínculo afetivo. Assim, um Programa de Apoio ao Empregado (EAP) devidamente estruturado é um grande aliado. Com suporte psicológico, orientação especializada e acesso a recursos de assistência jurídica, ele auxilia na superação dos desafios que podem se apresentar e interferir no bem-estar do colaborador. A construção de famílias adotivas é um caminho de amor, dedicação e responsabilidade. Com paciência, apoio e conhecimento, a criação de laços se torna mais fluida e significativa, proporcionando um ambiente seguro e acolhedor para a criança. Este conteúdo foi elaborado com carinho pela equipe da TELUS Health, sempre pensando no seu bem-estar e no cuidado com aqueles que você ama.

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