Por que homens têm resistência em ir ao médico?

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Postado dia 1 de novembro de 2019 por


A fama dos homens é péssima quando falamos de cuidados com a saúde. “Homem não vai ao médico” e “ele só vai mudar quando acontecer algo grave” são algumas frases comuns que escutamos ou falamos. Mas por que os homens têm tanta resistência em se cuidar e ir ao médico? Neste mês, em que acontece a campanha Novembro Azul, queremos lembrar a importância de o homem se proteger de doenças e ter mais qualidade de vida.

Hoje, os homens morrem mais cedo do que as mulheres. Segundo o Ministério da Saúde, os homens vivem em média 7 anos a menos do que as mulheres. Além disso, não procuram regularmente os serviços de saúde e quando procuram, na maioria das vezes, não seguem os tratamentos recomendados. Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, 70% dos homens só procuram um médico após influência da mulher ou dos filhos.

Por que os homens não vão ao médico?

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, a probabilidade de homens irem ao médico durante um período de dois anos é 50% menor que as mulheres. Uma pesquisa do sistema hospitalar americano Orlando Health explica alguns motivos de os homens relutarem tanto em ir a uma consulta.

Isto é, seja por tabus ou crenças masculinas antigas, muitos homens deixam de fazer exames e de consultar um médico que os oriente. Neste quesito, as mulheres geralmente são muito mais proativas e preocupadas.

Consequências da demora em procurar ajuda médica

Essa demora em procurar um serviço médico atrasa o diagnóstico e faz com que uma simples condição possa se tornar algo mais grave. O diagnóstico de doenças em estágios avançados dificulta o tratamento e a cura. Além disso, os hábitos não saudáveis e a falta de cuidados médicos fazem com que a qualidade de vida do homem muitas vezes seja prejudicada.

Problemas de saúde comuns em homens

Algumas questões de saúde devem ser observadas ao longo da vida para serem evitadas. Entenda algumas das condições mais comuns entre os homens:

Obesidade

A obesidade, que é um fator de risco para várias doenças, como diabetes, problemas cardiovasculares e gordura no fígado, é uma realidade para 18,7% dos homens brasileiros. Além disso, cerca de 15% das crianças e 8% dos adolescentes estão acima do peso, de acordo com pesquisa do governo. Uma das principais causas é o aumento do consumo de comidas industrializadas e a redução da ingestão de comidas mais naturais e frescas.

 

Alcoolismo

O álcool é responsável por uma morte a cada 20 no mundo e mais de três quartos delas são entre homens, de acordo com relatório da Organização Mundial da Saúde. O uso excessivo de álcool está relacionado com doenças, como câncer de próstata, disfunção erétil e distúrbios digestivos, além de acidentes de trânsito, autolesão e violência interpessoal.

Tabagismo

O tabagismo é uma das principais causas de câncer de pulmão e outras enfermidades, como doenças cardíacas e doença pulmonar obstrutiva crônica. No Brasil, 12,1% dos homens fumam, de acordo com Vigitel. Isso somente entre adultos já que não temos registros de adolescentes fumantes.

Doenças cardiovasculares

De acordo com a Coordenação Nacional de Saúde dos Homens, algumas das principais doenças que acometem homens de 20 a 59 anos de idade são infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral.

Câncer

Segundo o Instituto Nacional do Câncer, o câncer de pele não melanoma, de próstata e de pulmão são os mais comuns nos homens, principalmente, a partir dos 50 anos de idade.

Problemas no fígado

Fibrose e cirrose hepáticas são outras doenças frequentes em homens e podem ter complicações graves. Não exagerar no consumo de álcool é uma boa atitude para cuidar do fígado.

Diabetes

O diabetes muitas vezes evolui sem sintomas e pode prejudicar o funcionamento de outros órgãos, como o rim. Essa doença crônica é muito frequente em homens obesos com mais de 40 anos, mas também pode se desenvolver antes.

4 dicas para o homem viver mais e melhor

Independente da idade, é essencial que o homem desde jovem tenha um médico de confiança, como um clínico geral, que trace um cronograma de check-up personalizado e adequado à saúde e estilo de vida de cada um.

Além disso, ficar saudável começa com a mudança de mentalidade. Velhos hábitos são difíceis de mudar, mas não impossíveis. Busque um estilo de vida mais saudável e viva melhor. Confira algumas dicas para cuidar da sua saúde e qualidade de vida!

  1. Alimente-se melhor

Na infância é onde se constrói hábitos alimentares saudáveis, como não pular refeições, comer três porções de legumes e verduras por dia, consumir menos sal e beber bastante água. Por isso, pais têm grande responsabilidade no futuro da saúde dos filhos. Porém, mesmo que já tenha crescido, ainda dá tempo de fazer uma reeducação alimentar e comer melhor. Não desista!

  1. Não fume

Fumar é um vício e a maioria dos fumantes torna-se dependente da nicotina antes dos 19 anos de idade. Se você ainda fuma, já passou da hora de parar. Elimine objetos que remetem ao ato de fumar, como isqueiros e cinzeiros, e claro, os próprios cigarros.

Além disso, busque ajuda profissional. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, estudos mostram que em média um ex-fumante tenta parar de fumar entre três a quatro vezes até conseguir definitivamente.

  1. Pratique atividade física regularmente

Nada de futebol uma vez por mês. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, para ter os benefícios da atividade física, é preciso praticar no mínimo 30 minutos de exercícios físicos em cinco dias da semana.

  1. Faça exames de rotina

Entre os cuidados básicos, a realização de alguns exames se destaca, como verificação da pressão arterial, hemograma completo, testes de urina, teste de glicemia, atualização da carteira vacinal, verificação do perímetro abdominal e teste de IMC (índice de massa corporal).

Já marcou seu check-up esse ano? Pare de ler e ligue já para seu médico!

Leia também nosso artigo sobre como o homem pode cuidar das emoções e da saúde mental.

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Esse conteúdo foi desenvolvido pela Latinmed, agência de comunicação e marketing para área de saúde; e validado pela CGP Brasil, especializada em Programas de Assistência ao Empregado.

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