Transtorno do espectro autista: confira mitos e verdades

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Postado dia 1 de abril de 2020 por


De acordo com a Organização Mundial da Saúde, estima-se que, em todo o mundo, uma em cada 160 crianças tem transtorno do espectro autista (TEA). No entanto, algumas pesquisas têm relatado números que são significativamente mais elevados. Aumentoda conscientização sobre o tema, a expansão dos critérios e melhores ferramentas de diagnóstico são possíveis explicações para isso.

Vamos saber mais sobre essa condição e esclarecer alguns mitos.

O que causa o transtorno do espectro autista?

Não há uma resposta definitiva para isso. Assim como cada criança portadora de TEA é única, as causas que levam a essa desordem neurológica também são únicas, podendo haver uma ou várias associações. O que se sabe é que a herança genética desempenha o papel mais importante: a contribuição dos fatores genéticos está ao redor de 90%, sobrando para o ambiente apenas 10% da responsabilidade.

MITO: vacinas podem causar TEA

Não há evidência de uma associação causal entre o desenvolvimento do transtorno e qualquer vacina infantil ou mesmo a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola. Não deixe de imunizar o seu filho por conta disso ou por causa de qualquer informação sem fundamento científico. As vacinas são seguras e evitam doenças graves.

Como reconhecer o problema

O TEA se origina nos primeiros anos de vida, mas não tem uma trajetória uniforme. Algumas crianças apresentam sintomas logo após o nascimento, no entanto, na maioria dos casos, eles só são consistentemente identificados entre os 12 e 24 meses de idade, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria.

Existem alguns sinais e sintomas que podem ajudar a identificar o transtorno:

MITO: esses sinais são sinônimo de diagnóstico de TEA

Esses sinais apenas devem chamar a atenção de pais e cuidadores. Quem pode fazer o diagnóstico é uma equipe especializada, que lança mão de escalas internacionalmente validadas para dizer se é ou não caso do transtorno. Vale saber: não existe exame laboratorial para o diagnóstico.

Existem diferentes classificações de TEA

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria propõe três classificações para o TEA. Ela é feita em níveis, de acordo com a necessidade de auxílio:

Nível de gravidade 1 – Exige muito apoio substancial

Comunicação social – Prejuízos intensos na capacidade de comunicação social verbal e não verbal, dificuldades severas em dar início a interações sociais, pouca resposta quando as pessoas dão abertura para iniciar uma comunicação;

Comportamentos restritos e repetitivos – Inflexibilidade de comportamento, dificuldade severa para lidar com mudanças e ações restritas ou repetitivas, sofrimento para mudar o foco ou ações.

Nível de gravidade 2 – Exige apoio substancial

Comunicação social – Sérias dificuldades nas habilidades de comunicação social verbal e não verbal, prejuízos sociais notáveis (mesmo com auxílio), limitação ao iniciar interações sociais, resposta anormal a aberturas sociais de outras pessoas;

Comportamentos restritos e repetitivos – Inflexibilidade de comportamento, relutância em lidar com mudanças e ações restritas e repetitivas frequentes, sofrimento para mudar o foco ou ações.

Nível de gravidade 3 – Exige apoio

Comunicação social – Quando não tem apoio, apresenta dificuldade na comunicação social (com danos perceptíveis), complicações para iniciar interações sociais e respostas incomuns ou inexistentes a aberturas das pessoas, pouco interesse por interações sociais;

Comportamentos restritos e repetitivos – Inflexibilidade de comportamento (interfere no funcionamento de um ou mais contextos), dificuldade em trocar de atividade, problemas de organização e planejamento (interferem na conquista da independência).

Diagnóstico precoce é fundamental

A intervenção durante a primeira infância é importante para promover o desenvolvimento ideal e o bem-estar da criança com TEA. Esse acompanhamento é amplo e deve ser feito por uma equipe multiprofissional.

Além do pediatra, podem fazer parte dessa equipe, de acordo com as necessidades individuais de cada criança: psicólogo, psiquiatra, neurologista, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, nutricionista, geneticista, educador físico e pedagogo.

De acordo com o especialistas, a terapia cognitivo-comportamental tem apresentado bons resultados no TEA.

MITO: em todo tratamento, a conduta é a mesma

Cada criança com TEA tem suas especificidades únicas. As necessidades de cuidados de saúde são complexas e requerem uma gama diferente de atenção. O que vale para todo mundo é o fato de que o diagnóstico precoce ajuda infinitamente e intervenções psicossociais e programas de treinamento para pais e cuidadores podem melhorar (e muito) a qualidade de vida de quem tem o transtorno. O uso de medicamento é interessante, mas não é recomendado para todos os casos.

3 fatos sobre transtorno do espectro autista

  1. Uma vez que as causas do transtorno não são totalmente conhecidas, como forma de prevenção, a Associação Brasileira de Autismo recomenda cuidados gerais a todas as gestantes, especialmente no que diz respeito à ingestão de produtos químicos, tais como remédios, álcool e cigarros de qualquer tipo.
  2. É mais comum em meninos. Os estudos indicam que, uma vez que o desenvolvimento neurológico é diferente entre os sexos, o TEA acaba sendo mais presente nos meninos. A justificativa é que o cérebro das meninas tolera mais mutações genéticas e essa característica traz uma proteção contra o desenvolvimento de um quadro de autismo.
  3. A família é a base do tratamento, por isso, precisa contar com uma fonte de apoio, inclusive os profissionais de saúde. É importante ter em mente que o TEA não tem cura, mas a qualidade de vida do portador pode ser garantida com dedicação, cuidado e amor.

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