Como sobreviver ao estresse pós-eleição

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Postado dia 6 de novembro de 2018 por


As eleições são, sem sombra de dúvidas, um símbolo mor do processo democrático. E por mais contraditório que tenha sido esse processo em 2018, a maioria do povo brasileiro decidiu quem serão os representantes da nação pelos próximos quatro anos. Contudo, ao término desse período, tendo votado ou não nos candidatos eleitos, muitas pessoas foram tomadas pelo desânimo e estão desconcertadas e angustiadas devido a conjuntura política e pelas incertezas em relação ao futuro do país.

Amigos de infância brigaram, conexões foram desfeitas, relações familiares se romperam. Este período conturbado fez com que muitos se sentissem irritados, que apresentassem problemas para dormir e se concentrar e dificuldade para se relacionar com outros. Além de resultar em uma maior incidência de sintomas de saúde física e mental, incluindo dores de cabeça, sensação de opressão, ansiedade e depressão, e outros possíveis problemas em seu funcionamento pessoal, social e ocupacional. No meio deste colapso nervoso nacional, algumas situações podem se agravar para o uso de drogas como paliativo, ou atentado contra a vida, por isso precisamos estar atentos e ajudar as pessoas a superarem suas dores e perdas.

Segundo levantamento realizado pela pesquisa da Datafolha poucos dias antes do segundo turno, 88% dos participantes disseram se sentir inseguros; 79%, tristes; 78%, desanimados; 68%, com raiva; 62% manifestaram medo do futuro e 59%, mais medo que esperança. O “Transtorno de Estresse Pós-Eleitoral” pode ser algo com o qual teremos que lidar por algum tempo.  No entanto, independentemente de suas inclinações políticas, todos nós teremos que encontrar maneiras de lidar melhor com o estresse e ajustar nossas habilidades e esforços ao fazê-lo. E talvez, possamos nos empenhar em ajudar outras pessoas também. Afinal, estamos juntos nisso, gostemos ou não.

 

Manual de Sobrevivência

É importante deixarmos o tempo agir e aproveitarmos o momento para nos dedicarmos a reavaliar posicionamentos e lugares de falas para que as desavenças possam ser contornadas pelo diálogo.  Temos que descobrir como nos comunicar e resolver nossos problemas. Ninguém precisa concordar sempre com o outro, mas devemos respeitar as ideias do próximo e por isso, o ato de pedir desculpas ou de moderar o tom da voz, pode ser um ato de inteligência e de grandeza e não de fraqueza ou de submissão.

Respire fundo e siga em frente. Embora não haja respostas fáceis, de acordo com especialistas, algumas atitudes podem facilitar o seu caminho e de seus entes queridos para o que está no horizonte:

  1. Conheça a si mesmo. Aprenda a identificar suas emoções, e saiba o que aperta o seu calo, causa palpitações ou faz com que você se sinta mal ou irritado. Se você sabe o que o motiva e o que te irrita, use esse conhecimento de forma consciente para dominar seus impulsos. Em relação aos sentimentos, controlar não significa não sentir, mas sim saber como agir frente a essa emoção ou sentimento.
  1. Cuidado com sinais de desregulação ou angústia. Uma dose a mais, maratona Netflix, ou horas extras de fuga no videogame podem ser reconfortantes por alguns dias, mas procure sinais de que você está escorregando em comportamentos destrutivos ou de isolamento crônicos. Não tenha medo de procurar ajuda e, se precisar, conte com o Programa de Apoio ao Empregado de sua empresa ou procure orientação profissional.
  1. Conte a sua história, ouça as outras pessoas. Converse com pessoas que pensam como você, mas converse também com pessoas que pensam diferente. Preste atenção especial, ouvindo sem julgar ou criticar. Nunca subestime a importância de um ouvido empático.
  1. Não atribua culpas. Há muitas questões intensas sendo discutidas. Porém independentemente de seus ideais, somos todos parte deste sistema político, e por isso devemos evitar a tendência a enxergar culpa em quem não pensa como nós. O que deveríamos buscar não é o culpado, mas como chegamos a este ponto de polarização.
  1. Estabeleça limites para como você usará as mídias sociais. Acredite, há outros assuntos além de política na internet que podem despertar sua atenção e interesse. Mesmo que por um curto período faça um “detox digital” e se possível, reduza discussões relacionadas a política.
  1. Busque novas inspirações. Pesquise causas que você valorize e procure uma forma de apoiá-las de forma mais ativa. Canalizar preocupações para ações que possam ter benefícios para a sociedade pode ser uma maneira positiva de lidar com o estresse.

 

Independentemente do que você faça, não podemos prometer que será fácil passar pelas próximas semanas. Encarar as coisas com calma é difícil para muitos de nós, mas é uma habilidade importante para a vida, dizem os especialistas. Domine-a agora e ela será bem-vinda em outros momentos de crise.

Os cidadãos divididos do país precisam estar dispostos a se reconciliar em algum momento no futuro. Se nos lembrarmos de que a raiva vem de mágoa, medo e desapontamento, então poderemos ver nossos concidadãos não como inimigos, mas como pessoas dignas de compaixão.

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