Imigrantes e refugiados buscam melhores condições de vida e ajuda no Brasil

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Postado dia 21 de setembro de 2018 por


Milhares de adultos, idosos, jovens e crianças que tinham uma casa, um emprego e estudavam tentam reiniciar suas vidas em outros países, como o Brasil. Muitos enfrentam uma grande jornada para chegar ao território brasileiro, têm traumas e chegam sozinhos em um país estranho para eles.

Estes são imigrantes e refugiados, seres humanos como você. Eles se deslocam forçados por causa de guerras, perseguições e violações dos direitos humanos. Ou simplesmente querem viver em um lugar com qualidade de vida.

Segundo o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, as migrações são inevitáveis e necessárias. “A migração incentiva o crescimento econômico, reduz as desigualdades e conecta sociedades diferentes. Contudo, é também fonte de tensões políticas e tragédias humanas”, afirma o secretário-geral.

 

Fluxo migratório no Brasil

Por vários anos, o fluxo migratório no Brasil era tratado como um processo de saída de brasileiros para outros países, como Estados Unidos e Portugal. Mas desde 2008, a crise econômica e outros fatores específicos colocaram em evidência o Brasil como um país que atraiu muitas pessoas.

Esse processo incluiu a chegada de imigrantes de países como Senegal, Gana e Haiti, que foi vítima de um terremoto em 2010. Além destes, nos últimos anos, o número de sírios no Brasil aumentou muito por causa da guerra no país. De acordo com a Agência da ONU para Refugiados (Acnur), os sírios representam 35% da população refugiada com registro ativo no Brasil.

No ano passado, uma nova Lei da Migração (lei no 13.445/2017) introduziu diretrizes focadas no acolhimento e não na segurança nacional. Ela substitui o Estatuto do Estrangeiro e define os direitos e deveres “do migrante e do visitante, regula a sua entrada e estada no país e estabelece princípios e diretrizes para as políticas públicas para o emigrante”.

Ela prevê o repúdio à xenofobia, ao racismo e à discriminação, e a garantia de que estrangeiros possam acessar serviços públicos e o mercado de trabalho. Além disso, a lei instituiu o visto temporário para acolhida humanitária, que poderá ser concedido, entre outros, aos nacionais “de qualquer país em situação de grave ou iminente instabilidade institucional”.

 

Chegada de venezuelanos

Atualmente, está em evidência a chegada de venezuelanos à Roraima, estado que faz fronteira país governado por Nicolás Maduro. Devido à instabilidade na Venezuela, os venezuelanos se transformaram, hoje, na quarta nacionalidade com mais pedidos de asilo no mundo.

Segundo o Ministério do Trabalho, hoje mais de 40 mil venezuelanos vivem em Roraima. Diferentemente dos sírios, eles não saem do país natal por causa de uma guerra, mas por conta da crise financeira e política que provocou falta de alimentos, medicamentos e postos de trabalho.

Os números são alarmantes. Segundo as Nações Unidas, somente no primeiro semestre deste ano, o número de solicitações de refúgio feitas por venezuelanos no Brasil aumentou de 17.865 para 35.540.

Isso impressiona, pois, segundo a Organização Internacional para Migrações (OIM), o Brasil recebeu apenas 2% dos milhões de venezuelanos que deixaram o país fugindo da crise.

Para ter ideia, a superinflação na Venezuela, que já é a maior do mundo, deve atingir os 13.000% neste ano, segundo o Fundo Monetário Internacional. A crise levou à falta de alimentos, produtos de higiene, remédios e empregos, além do aumento de assaltos e de violência.

 

Tensão na fronteira

Essa chegada em massa no Brasil acabou provocando alguns conflitos. Infelizmente, nos últimos meses, venezuelanos foram vítimas de casos de xenofobia no Brasil. Em Pacaraima, cidade de Roraima, na fronteira com o país caribenho, houve vários casos de tensão e violência entre brasileiros e venezuelanos.

Após um comerciante brasileiro ser assaltado e agredido, grupos de brasileiros passaram a perseguir venezuelanos que vivem na cidade, queimando seus pertences. Agredidos com pedaços de madeira, os refugiados foram expulsos de tendas que ocupavam. Com medo, ao menos 1,2 mil venezuelanos voltaram ao país de origem.

 

Apoio ao imigrante e refugiado

É importante se informar e se conscientizar dos motivos da chegada de tantas pessoas de outros países. Os imigrantes e refugiados enfrentam grandes desafios ao mudar de país. Deixar para trás familiares, casas e amigos, talvez seja uma das atitudes mais difíceis que se possa tomar.

Mas, infelizmente, ainda existem casos de xenofobia e falta apoio psicossocial. Isso dificulta a entrada no mercado de trabalho, além da convivência social. Muitos precisam de orientação psicológica e jurídica para se estabelecer no país e viver bem.

Por isso, é preciso combater o preconceito e ajudá-los a reconstruir suas vidas. Às vezes um simples gesto gentil já faz muita diferença. Respeito e compreensão são fundamentais para que eles consigam um espaço digno.

 

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