Manter amizades na vida adulta: um ato de saúde (e sobrevivência)

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Postado dia 18 de novembro de 2025 por


Fazer amigos depois dos 30 é quase como encontrar vaga na porta da academia: raro, mas possível. Na infância, bastava dividir o recreio. Na adolescência, o time da pelada já bastava. Mas na vida adulta, entre carreira, filhos, mudanças e pressa, manter vínculos virou um desafio. E o preço disso é alto. A solidão deixou de ser apenas um incômodo emocional. Em 2023, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o isolamento como uma ameaça urgente à saúde pública. Os dados são alarmantes. Viver só, sem conexões significativas, pode ser tão prejudicial quanto fumar 15 cigarros por dia. Em 2025, um relatório internacional estimou que a solidão está associada a mais de 870 mil mortes anuais no mundo. Os impactos vão além do emocional. Incluem ansiedade, depressão, doenças cardiovasculares e autoimunes. Se parece exagero, pense em quantas amizades você deixou para depois, e esse depois nunca chegou.

O que sustenta uma amizade verdadeira

Amizade saudável é abrigo. É onde você pode ser vulnerável sem medo. Não há cobranças. Só escuta, presença e afeto. Relações que drenam energia, cobram demais ou geram defensividade não acolhem. Elas desgastam. Ser amigo é aceitar as limitações do outro. É não esperar o que ele não pode dar. Essa compreensão é o que mantém a estrutura de pé quando a vida balança.

Adultos complicam demais

Com o tempo, deixamos de ser espontâneos. Na infância, bastava curiosidade. Na adolescência, os grupos eram laboratórios sociais. Mas na vida adulta, ficamos seletivos demais. Escolher bem é essencial. Por outro lado, se fechar pode ser uma sentença de isolamento.

A ilusão das conexões e das amizades digitais

Redes sociais prometem proximidade. Entregam superficialidade. Multiplicamos contatos. Perdemos profundidade. As ligações de madrugada, as conversas sem pressa e o “vamos sair sem postar nada” viraram relíquias. O excesso de telas criou amizades magras. Muitas interações. Pouco vínculo real.

Amizades no trabalho também contam

No ambiente profissional, vínculos afetivos fazem diferença. Ter com quem dividir uma pausa para o café ou desabafar sobre um dia difícil pode aliviar tensões e fortalecer o senso de pertencimento. Além disso, estudos mostram que colaboradores com amizades no trabalho têm mais engajamento, menos absenteísmo e maior resiliência emocional. Cultivar essas conexões é cuidar da saúde mental  e da produtividade.

O valor do silêncio

Amizades duradouras respeitam o espaço. O silêncio também é parte do vínculo. Saber quando o outro precisa se afastar e não transformar isso em mágoa é sinal de maturidade. Às vezes, a ausência fortalece.

O convite

Amizades não se mantêm sozinhas. Precisam de cultivo. Autenticidade, empatia, flexibilidade. Num mundo onde a solidão virou epidemia, resgatar laços antigos é um ato de autocuidado. Tão importante quanto ir ao médico ou praticar exercícios. Se a vontade de retomar uma amizade bateu, mas você não sabe por onde começar, o Programa de Apoio ao Empregado pode ajudar. Com orientação psicológica, é possível organizar os sentimentos, refletir sobre os caminhos e ganhar confiança para dar o primeiro passo. Talvez este artigo seja o empurrão que faltava para você pegar o telefone e ligar para aquele amigo que fez parte da sua história. Porque, no fim, manter amizades é também manter-se vivo. Este conteúdo foi desenvolvido pela equipe da TELUS Health, que promove soluções em saúde mental e qualidade de vida nas organizações. Nosso compromisso é inspirar escolhas conscientes e apoiar empresas e pessoas na construção de uma vida mais saudável, equilibrada e sustentável.

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