Privacidade digital: quais são os limites da internet?

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Postado dia 27 de janeiro de 2020 por


Não é novidade que a internet afetou toda a sociedade de diversas formas. Ela facilitou a comunicação, agilizou processos e difundiu conhecimento e informação em massa. Mas, ao mesmo tempo, aconteceu uma disseminação de dados e a segurança da informação entrou em debate.

Ao preencher um cadastro em um site, aplicativo, rede social ou software, você fornece vários dados pessoais, tais como nome, endereço, idade e e-mail. Mas você sabe como as empresas utilizam esses dados? Você lê os Termos e Condições de Uso? E não somente como as empresas tratam suas informações. Hoje, muitas pessoas divulgam e contam histórias pessoais, lugares que frequentam, gostos e relacionamentos para todos que seguem suas redes sociais.

 

Escândalos digitais

A privacidade digital tem preocupado a população e as empresas nesses últimos anos. O tema, inclusive, chamou a atenção de todo o mundo com o escândalo de vazamento de dados do Facebook. O jornal americano The New York Times divulgou em 2018 que houve o compartilhamento indevido de dados de usuários desta rede social com a empresa de consultoria Cambridge Analytica. Na época, Elizabeth Denham, chefe do órgão regulador da privacidade no Reino Unido, afirmou que essas revelações podiam ser vistas como um divisor de águas em termos de proteção de dados.

 

Além disso, com os ataques de hackers e ameaças cibernéticas evoluindo, as agências reguladoras dos países começaram a agir para fortalecer normas de proteção. A União Europeia colocou em vigor em maio de 2018 o Regulamentação Geral de Proteção de Dados (GDPR na sigla em inglês). Esta lei já havia sido aprovada em 2016 e a vigência a partir de maio do ano passado impactou outros países. No Brasil, foi criada a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

 

Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais

A lei brasileira tem como meta garantir a transparência e proteger todas as nossas informações. A norma foi aprovada pelo Senado em julho de 2018 e sancionada em agosto do mesmo ano pelo então presidente Michel Temer. Mas entrará em vigor apenas em agosto de 2020.

 

Para se enquadrar nas exigências da lei, as empresas devem investir na implementação de uma estrutura e uma política interna de compliance digital sobre o tratamento de dados de seus clientes. De acordo com a nova legislação, as empresas devem explicar ao proprietário da informação a razão pela qual vai usar algum dado e deve haver um consentimento prévio expresso da pessoa.

 

Como evitar fraudes e golpes na internet?

É muito importante seguir algumas dicas de seguranças para evitar ser enganado e não se prejudicar. Confira!

 

Em compras online:

 

E-mails estranhos:

Bancos, entidades financeiras e canais de TV geralmente não se comunicam com seus clientes pedindo informações pessoais ou dados bancários por e-mail ou WhatsApp. Portanto, ao receber uma mensagem com um link que oferece comissão, bônus, empréstimo ou qualquer dinheiro fácil, suspeite sempre. Geralmente, mensagens assim contêm um link para mais informações ou pedem algum dado seu. Se ficar na dúvida, ligue para a empresa e confirme a autoria. Mesma coisa se for de algum amigo.

 

Como usar redes sociais com segurança?

Facebook, Instagram, Twitter e LinkedIn são algumas das redes mais populares no Brasil hoje. Confira alguns cuidados para usar essas redes de forma segura.

 

Cuidado com o que publica a seu respeito

Muitos hackers ou ladrões buscam respostas em suas redes sociais, como endereços de check-in, aniversário, cidade, amigos, nome da mãe. Portanto, cuidado e não se exponha tanto. Ao escolher uma senha para algum software, rede ou e-mail, escolha uma que ninguém consiga descobrir com uma busca rápida nas suas redes sociais.

 

Cuidado com os logins

Evite fazer login com o Facebook em aplicativos e sites da Internet, pois eles terão acesso imediato ao seu perfil, seu endereço de e-mail e todos os seus dados pessoais.

 

Use a verificação em duas etapas

Muitas redes sociais possuem algum modelo de acesso em verificação de duas etapas. Isso oferece uma alta proteção contra ataques. Com isso ativado, você precisará usar um código recebido por SMS ou gerado em um aplicativo, além da sua senha.

 

Desconfie sempre de promoções compartilhadas

É importante consultar sempre as páginas oficiais de empresas para se certificar de que se trata de uma oportunidade real.

 

Não deixe perfis pessoais logados no trabalho

Ao utilizar uma rede social pessoal no computador do trabalho, procure fazer log-off ao final do uso. Dessa forma, você evita ficar muito na rede social, o que pode atrapalhar sua produtividade, e impede que pessoas não autorizadas por você entrem em suas redes.

 

Cuidado com postagens polêmicas ou provocantes

Ao postar uma imagem ou frase, imagine se é algo que te deixaria confortável compartilhar no ambiente de trabalho. Caso a resposta seja negativa, o ideal é não postar. A partir do momento que uma informação está online, mesmo se a rede for privada, isso pode repercutir no ambiente de trabalho e, dependendo, causar um impacto negativo.

 

Quais cuidados ter com crianças na internet?

É preciso instruir as crianças sobre abusos e conteúdos impróprios expostos no meio virtual. Com os mais novinhos, é melhor orientar sobre o que pode e não pode, certo e errado. Já a partir dos 7 e 8 anos de idade, é preciso argumentar e explicar melhor de forma objetiva os possíveis problemas que podem acontecer. Eles têm mais discernimento e precisam entender para seguir as regras e ter uma relação de confiança com os pais.

 

É preciso cuidado e controle do que a criança consome na internet. Isso não quer dizer ficar bisbilhotando tudo que seu filho vê ou fala. Mas demonstrar interesse pelo o que ele faz e conversar de forma franca sobre o que há de ruim na internet é muito importante. Segundo o Comitê Gestor da Internet no Brasil, ao mostrar-se interessado, será mais fácil descobrir se eles precisam de ajuda, se estão tendo algum problema ou se algo os está incomodando. Navegar junto com seus filhos pode ser muito divertido e educativo. Veja algumas outras dicas:

 

Oriente

Reforce os cuidados que seus filhos devem ter com estranhos. Oriente-os para não aceitar desconhecidos nas redes sociais e não marcar encontros com conhecidos apenas da internet. Além disso, explique a importância de manter a privacidade das informações pessoais.

 

Fique atento aos limites de idade

Diversos sites estipulam idade mínima para os seus usuários. Algumas redes sociais, por exemplo, só podem ser usadas por quem tem mais de 13 anos.

 

Estabeleça regras

Coloque limites claros de uso da internet, como após fazer a lição de casa, só nos finais de semana, algumas horas por dia e o horário limite de uso. Mas lembre-se de nada adianta criar regras muito rígidas e irreais.

 

Ativar o modo restrito no Youtube

O modo restrito é uma opção que filtra conteúdo potencialmente não apropriado para menores, com base no título do vídeo, descrição, denúncias ou vídeos com restrição de idade.

 

Ajude a combater o cyberbullying

Fale com seus filhos para não postarem, curtirem ou compartilharem conteúdos humilhantes de outras pessoas.

 

Ajude a protegerem as contas de acesso

Explique aos seus filhos sobre a importância de criar boas senhas, evitando senhas fáceis de serem adivinhadas, como “123456” ou nome dele.

 

Utilize o Controle Parental

Este é um conjunto de recursos de segurança disponível em diversos sistemas operacionais, sites e equipamentos, como roteadores e consoles de jogos. Por exemplo, sites de pesquisa: permitem definir filtros de acordo com a classificação etária do conteúdo. Sistemas operacionais permitem restringir os sites que as crianças podem (ou não podem) acessar.

 

O Comitê Gestor da Internet no Brasil também reforça a importância de orientar as crianças sobre os perigos de participar de desafios que coloquem a saúde em risco. Manter o diálogo aberto com as crianças e ter bom senso é sempre o melhor a se fazer.

 

Se estiver passando por algum problema ou situação difícil, você pode entrar em contato com o Programa de Apoio ao Empregado..

 

Esse conteúdo foi desenvolvido pela Latinmed, agência de comunicação e marketing para área de saúde; e validado pela CGP Brasil, especializada em Programas de Assistência ao Empregado.

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